sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sobre razão e emoção

Estive pensando sobre o quanto as pessoas são frágeis e facilmente induzidas ao erro. Crescemos acreditando que devemos seguir o nosso coração. Que ele é quem nos dá a resposta a nossas dúvidas.

Xiiii....perigo! Por causa dele sofremos um monte pois ele é cego. Seguir um órgão cego é se entregar ao desconhecido. Seguir o coração é o mesmo que desprezar a inteligência, esta sim, sempre alerta e de olhos bem abertos.

Mas sem parar para pensar, seguimos o coração e nos arrebentamos tantas vezes até descobrir que não é por acaso que nossa cabeça fica acima dele. Tudo bem que somos feitos de carne e osso e recheados de emoções e por não sermos máquinas não podemos viver na relação direta entre ação-pensamento-razão-reação.

Quem dera fosse simples assim. Somos sanguíneos, com sangue vivo correndo nas veias e não combustível frio. Quantas vezes damos uma resposta dura demais a pessoas que amamos tanto e as fazemos chorar. Aí lá vamos nós arrependidos pedir desculpas pelas palavras ou atitudes duras.

E quantas vezes o jovem, quase sempre movido pelas emoções do coração faz aquela ligação que tinha prometido jamais fazer. E desliga o telefone mais uma vez decepcionado.

Creio que sábio é aquele que sabe equilibrar razões e emoções, de preferência na proporção 70 a 30, sendo 70 por cento pra razão e 30 por cento pra emoção. Sem esses 30% nos tornamos duros, frios, intratáveis.

Porém, mais do que isso damos margem ao coração, esse maravilhoso irresponsável que nos faz chorar ao ver uma cena de filme ou dar gargalhadas assistindo as videocassetadas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Só há ventos favoráveis para quem sabe aonde vai."

Isso é bem verdade. Por outro lado:


"Para aqueles que estão perdidos, qualquer vento serve:
para aonde os levar, a chance de continuarem perdidos é grande."

Assim, penso que os ventos, sejam favoráveis ou não, fortes ou fracos, são o que menos conta na nossa aventura de viver, mas sim como os suportamos e nos aturamos.

Saber o que quer, ou saber para aonde ir, é o ideal que se prega aos ventos para que todos sejam ou reajam assim. Mas é fato que não existe pessoa absolutamente segura de si (ainda que se pense assim): há sempre uma brisa de dúvidas, de incerteza, de medo, receio, ansiedade, que nos aventa um momento ou outro.

"A vida é uma aventura que se inventa a cada instante!"

E concluo que a vida independe dos ventos, ainda que estes nos arrastem, devemos estar sempre prontos a içar bem alto as velas e tirar proveito dos momentos que se nos apresentam, e seguir buscando o melhor caminho. Porque pouco importa o destino... lá chegaremos no final. Importa muito mais o caminho. Com quem caminhamos. E como o fazemos. Que este seja bem feito! E, muito mais do que pegadas, deixe boas recordações, que saibamos aturar bem, pois quando ao nosso destino chegarmos, haja o vento que houver, terá valido a pena a aventura!

sexta-feira, 30 de maio de 2008